No passado dia 21 de Abril do corrente ano, o nosso grupo de Área de Projecto visitou o Lar de Idosos da Santa Casa da Mesericórdia da ilha de Santa Maria, com o intuito de perceber se os velhinhos residentes no Lar estavam sujeitos ao Isolamento Social, o tema fulcral do nosso projecto.
Antes de entrar em contacto com os velhinhos, o nosso grupo entrevistou o responsável pelo Lar de Idosos da Santa Casa da Mesericórdia, o Senhor Rui Esteves, e a Assistente Social do Lar, Dr. Paula. Durante a entrevista (filmada) o nosso grupo compreendeeu que os residentes do Lar não estão sujeitos ao Isolamento Social que tanto se pensa que está presente neste tipo de Instituição, muito pelo contrário e, apesar de inicialmente apresentarem uma certa resistência à ida para o Lar, a verdade é que nas suas casas provavelmente viviam num maior clima de Isolamento do que no Lar, ora porque viviam sozinhos, ora porque as suas dificuldades os obrigavam a estarem dependentes de alguém, e nem sempre é possível estarem 24horas disponível, apesar dos esforços.
Durante a nossa visita ao Lar convivemos com os velhinhos e funcionários do Lar, vive-se num ambiente de harmonia e, apesar de muitos estarem limitados, a verdade é que as condições existentes permitem que haja uma maior adaptação dos residentes.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Entrevista: Autismo

Realizámos uma entrevista ao psicólogo Luis Henriques, sobre um dos temas abordados anteriormente, o autismo.
1 - O que entende por Autismo e Sindrome de Asperger?
A perturbação de Asperger é o nome dado ao grupo de problemas que algumas crianças (e adultos) têm quando tentam comunicar com outras pessoas.
Esta perturbação foi identificada em 1944, mas só foi oficialmente reconhecida como critério diagnóstico o DSM-IV em 1994. Como resultado, muitas crianças foram mal diagnosticadas com síndromes como autismo, perturbação obsessivo-compulsiva, etc.
A perturbação de Asperger é o termo aplicado ao mais suave e de alta funcionalidade daquilo que é conhecido como o espectro de desordens pervasivas (presentes e perceptíveis a todo o tempo) de desenvolvimento (espectro do autismo). É caracterizada por desvios e anormalidades em três amplos aspectos do desenvolvimento: interacção social, uso da linguagem para a comunicação e certas características repetitivas ou preservativas sobre um número limitado, porém muito intenso, de interesses.
Apesar de existirem algumas semelhanças com Autismo, as pessoas com perturbação de Asperger geralmente têm elevadas habilidades cognitivas e funções de linguagem normais, se comparadas a outras desordens do espectro do Autismo.
Apesar de poderem ter um extremo comando da linguagem e vocabolário elaborado, estão incapacitadas de o usar em contexto social e geralmente têm um tom monocórdico, com alguma nuance e inflexão na voz.
Crianças com perturbação de Asperger, podem ou não procurar uma interacção social, mas têm sempre dificuldades em interpretar e aprender as capacidades da interacção social e emocional com os outros.
2 - Já teve algum paciente Autista ou Aspie?
Já tivemos e temos crianças Autistas e crianças com perturbação de Asperger.
3 - Quais foram as principais dificuldades com que se deparou?
As maiores dificuldades estão precisamente relacionadas com as características tanto do Autismo como da Perturbação de Asperger, nomeadamente a extrema dificuldade no relacionamento interpessoal e social, os problemas de comunicação verbal e não verbal, a atracção por movimentos e actividades repetitivas e a extrema dificuldade de aceitação nas mudanças de rotina.
4 - Considera o rendimento escolar do Autista ou Aspie dentro da normalidade?
Tanto uns como os outros podem apresentar dificuldades de aprendizagem específicas que podem prejudicar o seu rendimento escolar. No entanto, muitos conseguem fazer o seu curso universitário e ter bom sucesso académico, quando se sentem razoavelmente integrados na sociedade,
5 - De que modo acha que as terapias/intervenções precoces melhoram o desempenho académico do doente?
Qualquer intervenção precoce, com objectivos e estratégias bem definidos melhoram o desempenho académico dos alunos, sejam eles autistas ou não.
Neste caso, uma intervenção precoce pode reduzir o stress parental, pode promover o desenvolvimento da comunicação, das competências sociais, adaptativas, comportamentais e académicas.
6 - Tem conhecimento de muitos destes casos na ilha de Santa Maria?
Temos alguns casos de alunos com Autismo e outros com Perturbação de Asperger.
7 - Sabe se o Autismo está associado a algum problema social ou familias?
As causas do autismo e da Perturbação de Asperger não são ainda totalmente compreendidas. Muitos especialistas acreditam que as alterações do comportamento que constituem a Perturbação de Asperger podem não ser resultantes de uma única causa. Existem ainda alguns estudos que dizem que esta Perturbação é provocada por um conjunto de factores neurobiológicos que afectam o desenvolvimento cerebral, e não ser devida, como se chegou a pensar, à privação de afecto, ou à criança ter crescido num ambiente demasiado austero.
8 - A nível social, considera que estas pessoas vivem socialmente isoladas? Se sim, quem é o responsável por este isolamento?
Pelas suas próprias características, algumas destas pessoas issolam-se no seu mundo, ou vivem no nosso mundo mas à sua maneira. Por isso é que são muitas vezes mal compreendidas ou percebidas como mal-educadas, excêntricas, desajeitadas.
As pessoas que lidam com estas pessoas devem fornecer-lhes a estrutura externa, a organização e a estabilidade que lhes falta.
1 - O que entende por Autismo e Sindrome de Asperger?
A perturbação de Asperger é o nome dado ao grupo de problemas que algumas crianças (e adultos) têm quando tentam comunicar com outras pessoas.
Esta perturbação foi identificada em 1944, mas só foi oficialmente reconhecida como critério diagnóstico o DSM-IV em 1994. Como resultado, muitas crianças foram mal diagnosticadas com síndromes como autismo, perturbação obsessivo-compulsiva, etc.
A perturbação de Asperger é o termo aplicado ao mais suave e de alta funcionalidade daquilo que é conhecido como o espectro de desordens pervasivas (presentes e perceptíveis a todo o tempo) de desenvolvimento (espectro do autismo). É caracterizada por desvios e anormalidades em três amplos aspectos do desenvolvimento: interacção social, uso da linguagem para a comunicação e certas características repetitivas ou preservativas sobre um número limitado, porém muito intenso, de interesses.
Apesar de existirem algumas semelhanças com Autismo, as pessoas com perturbação de Asperger geralmente têm elevadas habilidades cognitivas e funções de linguagem normais, se comparadas a outras desordens do espectro do Autismo.
Apesar de poderem ter um extremo comando da linguagem e vocabolário elaborado, estão incapacitadas de o usar em contexto social e geralmente têm um tom monocórdico, com alguma nuance e inflexão na voz.
Crianças com perturbação de Asperger, podem ou não procurar uma interacção social, mas têm sempre dificuldades em interpretar e aprender as capacidades da interacção social e emocional com os outros.
2 - Já teve algum paciente Autista ou Aspie?
Já tivemos e temos crianças Autistas e crianças com perturbação de Asperger.
3 - Quais foram as principais dificuldades com que se deparou?
As maiores dificuldades estão precisamente relacionadas com as características tanto do Autismo como da Perturbação de Asperger, nomeadamente a extrema dificuldade no relacionamento interpessoal e social, os problemas de comunicação verbal e não verbal, a atracção por movimentos e actividades repetitivas e a extrema dificuldade de aceitação nas mudanças de rotina.
4 - Considera o rendimento escolar do Autista ou Aspie dentro da normalidade?
Tanto uns como os outros podem apresentar dificuldades de aprendizagem específicas que podem prejudicar o seu rendimento escolar. No entanto, muitos conseguem fazer o seu curso universitário e ter bom sucesso académico, quando se sentem razoavelmente integrados na sociedade,
5 - De que modo acha que as terapias/intervenções precoces melhoram o desempenho académico do doente?
Qualquer intervenção precoce, com objectivos e estratégias bem definidos melhoram o desempenho académico dos alunos, sejam eles autistas ou não.
Neste caso, uma intervenção precoce pode reduzir o stress parental, pode promover o desenvolvimento da comunicação, das competências sociais, adaptativas, comportamentais e académicas.
6 - Tem conhecimento de muitos destes casos na ilha de Santa Maria?
Temos alguns casos de alunos com Autismo e outros com Perturbação de Asperger.
7 - Sabe se o Autismo está associado a algum problema social ou familias?
As causas do autismo e da Perturbação de Asperger não são ainda totalmente compreendidas. Muitos especialistas acreditam que as alterações do comportamento que constituem a Perturbação de Asperger podem não ser resultantes de uma única causa. Existem ainda alguns estudos que dizem que esta Perturbação é provocada por um conjunto de factores neurobiológicos que afectam o desenvolvimento cerebral, e não ser devida, como se chegou a pensar, à privação de afecto, ou à criança ter crescido num ambiente demasiado austero.
8 - A nível social, considera que estas pessoas vivem socialmente isoladas? Se sim, quem é o responsável por este isolamento?
Pelas suas próprias características, algumas destas pessoas issolam-se no seu mundo, ou vivem no nosso mundo mas à sua maneira. Por isso é que são muitas vezes mal compreendidas ou percebidas como mal-educadas, excêntricas, desajeitadas.
As pessoas que lidam com estas pessoas devem fornecer-lhes a estrutura externa, a organização e a estabilidade que lhes falta.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Homossexualidade : A Discriminação

A biologia, a moral, a opinião popular tendem a decriminar a homossexualidade porque consideram que os relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo são contra-natura e não satisfazem o suposto objectivo natural da sexualidade: a procriação. Contudo, consideramos que esta opinião, para além de ser preversa, depravada e preconceituosa, não é convenientemente fudamentada, pois a sexualidade não tem um objectivo específico, único e muito menos preestabelecido biologicamente e, tendo em conta que todos somos diferentes, todos temos o direito de viver de acordo com aquilo que desejamos e, independentemente da orientação sexual, todos temos o direito de sermos felizes.
Para finalizar, todos os pais deveriam educar os seus filhos para uma sexualidade saudável sem preconceitos ou sofrimentos desnecessários. Deveriam ter melhor preparo, mais esclarecimentos e sobretudo saber escutá-los nas suas dificuldades e dúvidas. Os pais de homossexuais, não deveriam colocar questões como «Onde foi que eu errei? », mas sim « Como devo proceder para que essa pessoa seja feliz? »
Homossexuais são reconheciveis fisicamente?

A maioria das pessoas nunca pensa que aqueles que conhece possam ser homossexuais, pois cresceram com a ideia de que todos os gays são enfeminados e todas as lésbicas são masculinizadas. Esta é a opinião generalizada, mas não corresponde à realidade, pois geralmente não é possivel ver a homossexualidade através da aparência, visto que estes agem e aparentam ser como todas as outras pessoas.
Na verdade, a invisibilidade dos homossexuais resulta do receio que possuem de serem postos de parte pela sociedade.
Causas da Homossexualidade

Actualmente, admite-se que o homossexualismo não é detreminado por uma única causa, mas sim por um conjunto de factores. Alguns cientistas defenden que existe uma determinação genética, v isto que são os genes que determinam as nossas características e as tendências que temos para desenvolver determinadas doenças. Outros consideram que o homossexualismo não é mais doque uma opção ou estilo de vida. Existem ainda cientistas que defendem que esta preferência sexual é influenciada pelo ambiente familiaar na sua infância, destancando-se 2 factores fundamentais:
1. A forte ligação com a mãe - o homossexualismo teria início devido a uma forte incomum fixação com a mãe o que impediria essa pessoa de se ligar a outra mulher.
2. E o complexo de castração - aponta para sofrimentos relativos as perdas e a ideia de morte que deixariam a pessoa acomodada ou acovardada na sua psicossexualidade.
Na nossa opinião, não podemos afirmar que os rapazes ou raparigas irão optar pela homossexualidade apenas observando o seu comportamento na sua adolescência, pois nesta fase estes estão a formar a sua personalidade, o que inclui também a sua definição sexual.
Homossexualidade: O que é?

Quando se fala en homossexualidade, a maioria das pessoas pensa em «homens e sexo». Contudo, na realidade, a homossexualidade não se trata só de homens e sexo, pois também existem mulheres homossexuais. Estas designam-se por lésbicas, enquantoque os homens são designados por gays. Tal comno os heterossexuais, os homossexuais possuem a capacidade de amar, a qual não se resume apenas ao sexo, mas também ao desejo de intimidade, afectividade e companheirismo. A homossexualidade não é um distúrbio mental, mas sim uma preferência sexual.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Gravidez na adolescência - Consequências
Nas raparigas
A grávida adolescente sofre as modificações físicas e emocionais que a adolescência implica e todas as alterações consequentes da gravidez. Deste modo, a gravidez na adolescência provoca problemas de crescimento e desenvolvimento. Para além disso, gera ainda dificuldades no que diz respeito às relações parentais, problemas emocionais/psicológicos, económicos e comportamentais.
Na maioria das vezes, após o nascimento do bebé ou mesmo ainda nos últimos meses de gestação, a adolescente não tem a possibilidade de finalizar os estudos pretendidos, o que se reflecte posteriormente a nível profissional, visto que não conseguirá arranjar um emprego que lhe realize e em que seja bem renumerada.
Nos rapazes
Os pais adolescentes deparam-se com problemas psicológicos, educativos, sociais e económicos. Estas consequências variam consoante o grau de responsabilidade que estes assumem na gravidez.
Nos filhos
O facto de o corpo da jovem mãe não se encontrar preparado para procriar origina uma de gravidez de risco, sendo maior a probabilidade de nascimento de bebés prematuros e outras consequências pós-parto.
Durante o seu crescimento, a criança poderá ter problemas a nível escolar, comportamental e na vinculação afectiva e, por fim, existe maior probabilidade de este ser vítima de negligência e maus tratos.
Que decisão tomar e como?!
A jovem mãe deve reflectir sobre vários aspectos antes de tomar uma decisão. Primeiramente, deverá considerar que uma criança precisa de afecto, amor e disponibilidade
durante vários anos e, portanto, deve ter em conta que, se decidir ficar com o bebé, a sua vida mudará completamente e esta terá prescindir de uma enorme quantidade de coisas e diminuir a frequência de certas actividades, tais como sair com os amigos, ir à discoteca, ir ao cinema, etc. Caso a mesma não possa ou não queira ficar com a criança, existe a possibilidade de abortar (nas primeiras 10 semanas de gravidez) ou ainda de prosseguir com a gravidez e, após o nascimento, colocar o bebé numa instituição para adopção. Para tomar esta decisão, a adolescente deve analisar cada uma destas hipóteses com o apoio de alguém em quem confie (tanto pode ser o namorado, um amigo ou um dos pais), podendo recorrer aos vários serviços anónimos, confidenciais e gratuitos que existem, como por exemplo, consultas de atendimento a jovens nos centros de saúde, a SOS grávida, a sexualidade em linha, a linha de sexualidade e ajuda, a linha saúde 24, entre outros, onde é possível encontrar o apoio de técnicos especializados em saúde sexual reprodutiva. Contudo, a adolescente deverá ter em conta que a decisão é maioritariamente sua, visto que o filho é fruto das suas acções e que a sua vida será a principal “prejudicada”.
A grávida adolescente sofre as modificações físicas e emocionais que a adolescência implica e todas as alterações consequentes da gravidez. Deste modo, a gravidez na adolescência provoca problemas de crescimento e desenvolvimento. Para além disso, gera ainda dificuldades no que diz respeito às relações parentais, problemas emocionais/psicológicos, económicos e comportamentais.
Na maioria das vezes, após o nascimento do bebé ou mesmo ainda nos últimos meses de gestação, a adolescente não tem a possibilidade de finalizar os estudos pretendidos, o que se reflecte posteriormente a nível profissional, visto que não conseguirá arranjar um emprego que lhe realize e em que seja bem renumerada.
Nos rapazes
Os pais adolescentes deparam-se com problemas psicológicos, educativos, sociais e económicos. Estas consequências variam consoante o grau de responsabilidade que estes assumem na gravidez.
Nos filhos
O facto de o corpo da jovem mãe não se encontrar preparado para procriar origina uma de gravidez de risco, sendo maior a probabilidade de nascimento de bebés prematuros e outras consequências pós-parto.
Durante o seu crescimento, a criança poderá ter problemas a nível escolar, comportamental e na vinculação afectiva e, por fim, existe maior probabilidade de este ser vítima de negligência e maus tratos.
Que decisão tomar e como?!
A jovem mãe deve reflectir sobre vários aspectos antes de tomar uma decisão. Primeiramente, deverá considerar que uma criança precisa de afecto, amor e disponibilidade
durante vários anos e, portanto, deve ter em conta que, se decidir ficar com o bebé, a sua vida mudará completamente e esta terá prescindir de uma enorme quantidade de coisas e diminuir a frequência de certas actividades, tais como sair com os amigos, ir à discoteca, ir ao cinema, etc. Caso a mesma não possa ou não queira ficar com a criança, existe a possibilidade de abortar (nas primeiras 10 semanas de gravidez) ou ainda de prosseguir com a gravidez e, após o nascimento, colocar o bebé numa instituição para adopção. Para tomar esta decisão, a adolescente deve analisar cada uma destas hipóteses com o apoio de alguém em quem confie (tanto pode ser o namorado, um amigo ou um dos pais), podendo recorrer aos vários serviços anónimos, confidenciais e gratuitos que existem, como por exemplo, consultas de atendimento a jovens nos centros de saúde, a SOS grávida, a sexualidade em linha, a linha de sexualidade e ajuda, a linha saúde 24, entre outros, onde é possível encontrar o apoio de técnicos especializados em saúde sexual reprodutiva. Contudo, a adolescente deverá ter em conta que a decisão é maioritariamente sua, visto que o filho é fruto das suas acções e que a sua vida será a principal “prejudicada”.
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